O cobre nativo é um mineral da classe dos elementos nativos que ocorre como o metal em sua forma pura na natureza, sendo o primeiro metal a ser descoberto e explorado pelo homem. Ele aparece tipicamente associado a rochas extrusivas básicas, ocorrendo em bolhas de gás vulcânicas e rachaduras nas rochas gerados por processos hidrotermais de baixa temperatura, além de cavidades basálticas.
Pertencente ao sistema isométrico, ele raramente forma cristais, em vez disso, ocorre normalmente como massas irregulares, placas, escamas e fios torcidos, ou ainda em grupos ramificados de aspecto arborescente e dendrítico. Apresenta uma cor vermelho-cobre característica, que pode se tornar escura ou fosca devido ao intemperismo, e possui um brilho metálico marcante com traço também vermelho. É um elemento extremamente é maleável.
Diferente de outros minérios de cobre, o cobre nativo não possui clivagem e apresenta uma fratura serrilhada. Quimicamente, ele é solúvel em ácido nítrico (HNO3) concentrado, reação que produz uma solução verde característica e o desprendimento de vapores de dióxido de nitrogênio (NO2), mas é insolúvel em água e ácido clorídrico (HCl). Na natureza, é comumente encontrado em associação com minerais secundários como a calcopirita, malaquita, bornita e azurita. Devido à sua excelente condutividade elétrica, continua sendo o imensamente utilizado para a fabricação de fios e componentes eletrônicos.